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Período Congregacional - Introdução PDF Imprimir E-mail
Índice de Artigos
Introdução
Comunidades e pastores
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Bibliografia
Autor: Wilhelm Wachholz
 
INTRODUÇÃO
A IECLB se constituiu como uma igreja de imigrantes. Conseqüentemente ela também pode ser considerada uma “igreja de transplante”. No entanto, ao se mencionar o termo “igreja”, em primeira linha, deve-se ter em mente os próprios imigrantes teuto-evangélicos. A “igreja dos pastores”, de modo geral, tal como foi transplantada para o Rio Grande do Suo (RS), passou a existir, a rigor, somente após a vinda de George Hermann Borchard (1823-1891) em 1864. Até então, os poucos pastores que haviam atuado no RS caracterizaram a primeira fase congregacional do protestantismo local como pioneiro (até por volta da metade da década de 1840) seguido da segunda fase congregacional (entre meados da década de 1840 até a fundação do Sínodo Evangélico Alemão da Província do Rio Grande do Sul em 1868) [fonte].
 
Entre o início da imigração alemã no RS e a chegada de Borchard, nenhuma sociedade missionária ou “igreja-mãe” havia enviado um pastor para atuar entre os evangélicos. No Brasil em geral, não foi muito diferente, pois é somente em 1861 que a Sociedade Missionária de Basiléia (SMB) assumiria campos de atuação[fonte].
 
A rigor, todo este tempo, isto é, desde o início da imigração até o ano de 1864, pode ser considerado como período congregacional. Por que? Devido a compreensão existente entre as comunidades segundo a qual a igreja termina nos limites geográficos da paróquia. Aliás, se considerarmos isso, poderemos até mesmo afirmar que este período não terminou em 1864, nem em 1868 – com a fundação do Sínodo Evangélico Alemão da Província do Rio Grande do Sul –, mas que, talvez, somente tenha encerrado em 1886 com a criação do Sínodo Rio-Grandense, e isso somente para aquelas comunidades que efetivamente se integraram ao Sínodo Rio-Grandense, pois, se considerarmos, por exemplo, que as “comunidades livres” continuaram existindo, isto é, não se filiaram a nenhum sínodo, o período congregacional, a rigor, da perspectiva da história da IECLB, poderia ser descrito como não tendo terminado até hoje! [fonte].
 

De outro lado, pelo surgimento e pela história distinta de cada sínodo que constituiria a futura IECLB (trata-se do já citado Sínodo Rio-Grandense (1886), do Sínodo Evangélico-Luterano de Santa Catarina, Paraná e Outros Estados do Brasil (1905), da Associação Evangélica de Comunidades de Santa Catarina (1911) e do Sínodo do Brasil Central (1912)), a rigor, também não pode se delimitar em termos cronológicos de forma uniforme o período “congregacional” e “pós-congregacional” nas Províncias/Estados brasileiros. Por isso, cabe analisar comunidades e pastorados de forma mais regional.



Última Atualização ( domingo, 06 de janeiro de 2008 )